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Saturday, April 29, 2017
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BATATA MÍDIA | ABBA na Mídia


Trabalho unificado
A sustentabilidade e o crescimento dos segmentos responsáveis pela cadeia produtiva da batata, junto ao mercado consumidor,, depende de uma integração profissional e da fiscalização Pública e privada.

Os consumidores brasileiros compram batatas frescas principalmente nas quitandas, sacolões, feiras livres, nas “beiras” das rodovias e nos supermercados.
Nas quitandas, feiras livres e sacolões, as batatas frescas são vendidas predominantemente a granel, os consumidores têm contato direto com o “dono do negocio” e há geralmente diversas variedades e tamanhos de batatas. Apesar de poucas informações “por escrito”, freqüentemente os consumidores recebem “dicas” da aptidão culinária da batata e caso não ocorra o que foi “prometido” ele tem a quem
reclamar. Possivelmente os consumidores que adquirem batatas nestes locais
consigam ter melhores resultados culinários.
As batatas vendidas nas “beiras” das rodovias são geralmente “restos” das lavadeiras, ou seja, os tubérculos que foram descartados no beneficiamento por danos mecânicos, problemas fitossanitarios (pragas, doenças, nematóides etc). Geralmente estas batatas são vendidas embaladas em sacos usados de outros produtos, principalmente cebola ou em “redinhas amarelas”. Os resultados práticos desta
modalidade de comércio são: o sustento de famílias desempregadas, os “bicos”
de caminhoneiros (ganhar ou comprar batatas a preços baixíssimos – alguns caminhoneiros ganham mais com esta atividade do que com o frete de batatas boas) e por incrível que pareça a concorrência direta, pois contribui para criar uma imagem negativa e reduzir o preço das batatas melhores classificadas. Possivelmente os consumidores que compram batatas na “barracas” ficam decepcionados, ou
seja, o barato acaba saindo bem caro.
Os supermercados distribuem mais de 70% da produção de batatas frescas do país, sendo que a maioria das redes adquire o produto de intermediários (atacadistas), exceto as maiores redes que possuem seus próprios centros de distribuição e compram diretamente dos produtores.

Os supermercados distribuem mais de 70% da produção de batatas frescas do país.



Este domínio de distribuição poderia resultar certamente em um grande negócio, porém as atitudes baseadas na famosa “Lei do Gerson” pelos segmentos produtor, atacadista e varejista transformaram o comércio de batata fresca em uma “batalha” sem vencedores.
Se todos estes três segmentos pensassem e agissem profissionalmente, algumas situações atuais poderiam ser modificadas e certamente resultariam no aumento do consumo e na satisfação dos consumidores. A seguir listamos os principais problemas e sugerimos alternativas para solucioná-los:

1) Informações: os consumidores decidem a compra apenas pelo visual das batatas e pelo preço. Muitas vezes compram com a finalidade de fritar ou fazer nhoque e a batata serve apenas para sopa ou cozida com carne. Imaginem se roupa e o remédio também fossem vendidos da mesma forma, para r esolver esta deficiência bastaria
a obrigatoriedade de ser colocada uma simples placa com as informações culinárias.

2) Classificação: considerando que o atual sistema é baseado em diâmetro e que a maioria dos tubérculos não são redondos, a mistura de tamanhos difer entes beneficia o consumidor que chegar logo após a colocação de batatas na banca, pois ele pode escolher as melhores. O consumidor que chegar “atrasado” tem que pagar o mesmo
pr eço e levar o “resto” – batatas pequenas e/ou com defeitos. Para resolver esta deficiência bastaria mudar a classificação para peso dos tubérculos.

3) Integração profissional: enquanto em muitos países ocorre a organização profissional da cadeia da batata, no Brasil ocorre o contrário. Cada segmento atua individualmente tentando ganhar sozinho, geralmente todos acabam perdendo. Para resolver esta situação bastaria a união profissional dos melhores produtores, atacadistas e varejistas.

As mudanças naturalmente dependerão da iniciativa dos segmentos e da fiscalização pública ou privada.
O resultado desta sinergia será a sustentabilidade e crescimento dos segmentos envolvidos e conseqüentemente a satisfação e a saúde dos consumidores.


Natalino Shimoyama, Gerente Geral ABBA
Fonte: Revista Cultivar HF – Fevereiro 2006 / Março 2007
http://www.cultivar.inf.br

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