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Monday, April 24, 2017
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BATATA MÍDIA | ABBA na Mídia


Quem Sobreviverá?
Diante dos problemas enfrentados pelos produtores de batata no país é urgente gestão profissional, produção em escala, tecnologia e associativismo para manter-se no mercado

O número de produtores de batata no Brasil caiu de mais de 30 mil na década de 80 para menos de cinco mil atualmente. Isso deve-se, basicamente, à globalização, à variedade ágata, ao custo de produção e a outros fatores de menor importância, mas que somados também contribuíram para a exclusão de agricultores. A globalização contribuiu diretamente para a redução do número de produtores de batata, à medida que abriu o mercado consumidor brasileirode forma irresponsável para as importações de produtos processados (o volume importado principalmente de batata pré-frita congelada equivale a mais de 10 mil hectares). Além disso, muitos outros produtos vieram a concorrer diretamente com a batata fresca.


O mesmo ocorreu com alho, cebola, tomate, etc.


Apesar da capacidade que o Brasil possui de produzir de tudo para abastecer o mercado interno, a falta de organização destas cadeias produtivas e a insensibilidade dos governantes resultou no domínio das importações de produtos similares. É ridículo ter de consumir alho que viaja mais de 20 mil, quilômetros, tomate e batatas processadas transportados por mais de 11 mil quilômetros, porque são mais baratos que os mesmos produtos oriundos de regiões a menos de 10 quilômetros. O principal motivo destas importações é a alta carga tributária a que são submetidos os produtores.


A variedade Ágata contribui para a exclusão de milhares de produtores de batata devido à redução do consumo, as perdas de produção causadas por problemas fitossanitários e, principalmente, aos baixíssimos preços nos períodos de super oferta. A redução de consumo se deve principalmente à insatisfação dos consumidores (culinária ruim e baixa durabilidade nas bancas  esverdeamento e brotação). As perdas causadas por problemas fitossanitários são cada vez maiores devido principalmente ao uso de batata consumo como semente. Esta prática que aparentemente pode parecer uma vantagem (menor custo da batata semente) é, na verdade, a razão da maior catástrofe do setor produtor de batata, pois nunca no Brasil houve tanta murchadeira, sarna comum, sarna prateada, nematóides, viroses, novas pragas, etc. O custo de produção mudou e aumentou. Antigamente os principais itens eram batata semente, agroquímicos e fertilizantes. Atualmente os fertilizantes, óleo diesel, arrendamento, taxas e tributações diversas, comercialização, etc contribuem para elevar o custo. É preciso registrar, ainda, os aumentos nos preços dos fertilizantes causados pelo “monopólio” de empresas que dominam o mercado nacional deste insumo e a política dos bancos que ganham cada vez mais dos produtores.A necessidade de intervenção do governo é urgente para evitar a concentração de renda nestes setores.


Diante deste cenário o que será dos produtores nos próximos anos? Quem continuará a produzir batata no Brasil? Acreditamos que sobreviverão os produtores que possuírem os seguintes requisitos: gestão profissional, produção em escala, tecnologia e associativismo. A gestão profissional pode ser atribuída ao controle de forma rigorosa dos recursos econômicos, humanos e da definição das estratégias de ação de suas empresas.


A produção em escala será fundamental para conseguir aumentar os lucros ou reduzir os prejuízos. Vale lembrar que é necessário ser um grande produtor e não um produtor grande. Quanto à tecnologia é fundamental possuir as ferramentas mais modernas para solucionar os problemas e melhorar a qualidade e a produtividade.


O item associativismo pode soar estranho, mas é fundamental. Esta união profissional é a melhor e única alternativa para enfrentar a concorrência internacional e conseguir defender os interesses da classe produtora no país. A sobrevivência dos produtores de batata também dependerá de um governo competente e atuante. Não será possível continuar sendo produtor de batata se produtos importados custam menos que os nacionais devido às elevadas taxas de impostos pagos internamente.


Não podemos deixar que “produtores” continuem plantando batata consumo de ágata... que os fertilizantes continuem subindo de preço... que os bancos continuem batendo recordes bilionários...




Natalino Shimoyama, Gerente Geral ABBA
Fonte: Revista Cultivar HF – Abril / Maio 2008
http://www.cultivar.inf.br

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